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25 de março de 2019 0 Por admin

Como treinar redação para o Enem 2019

O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2019 acontecerá nos dias 03 e 10 de novembro, de acordo com divulgação feita no dia 27 de fevereiro deste ano pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Mas para quem deseja pedir isenção de taxa de inscrição ou justificar ausência em 2018 deve efetuar cadastro agora em abril, do dia 01 ao dia 10.

Os demais candidatos podem fazer sua inscrição a partir do dia 06 de maio, estando muito atentos para não perderem o prazo que será 17 de maio. O calendário ENEM 2019 já está estabelecido, por isso prestar atenção em todas as datas é de fundamental importância neste período do primeiro semestre.

Depois de agendado o devido compromisso, é hora de dar atenção à escrita, como procurar fazer um bom curso de redação. Uma argumentação desenvolvida adequadamente é fator importante no exame pré-vestibular, pois por meio dela é que se avaliam habilidades e competências essenciais da comunicação e capacidade de estabelecer a defesa de um ponto de vista com qualidade, mas para isso, é necessário que se demonstre um pensamento crítico.  

Como fazer uma boa redação para o Enem

Ter um roteiro de estudos em que pelo menos uma produção escrita seja redigida por semana será decisivo para dois fatores: treinar o emprego da língua portuguesa na sua norma padrão e, sem dúvida, estar consciente do que ocorre no Brasil e em outros países. Dados atuais, se empregados com coerência na produção textual, revelam conhecimento de mundo e posicionamento claramente definido do indivíduo com relação ao próximo e à sociedade na qual está inserido.

Já a incoerência externa é o que gera desaprovação de muitos jovens que prestam vestibular. Trata-se da ocasião em que, por desconhecer o assunto solicitado pela proposta solicitada pela prova, elabora-se um argumento em que ideias não condizentes com a realidade são certificadas como verdadeiras. Um exemplo de incoerência externa seria, diante de um tema que abordasse os rumos da crise habitacional, afirmar que não existem mais cortiços no Brasil. Segundo Robson Goncalves da FGV, em entrevista ao Estado de São Paulo, publicação de 06 de janeiro de 2019, atualmente os cortiços estão atrelados ao déficit habitacional, o que demonstra a contemporaneidade do fato.  

Evitar o argumento vazio é outro grande obstáculo de quem está à procura de como escrever bem. Há necessidade de ajuda se um texto apresenta enunciados como:

“A situação habitacional no Brasil está cada vez mais grave, pois vemos vários problemas entre as pessoas com esse problema, por isso é preciso uma mudança rápida.”

Embora não haja erros graves de gramática, observa-se no trecho que não houve o principal: bom embasamento do que foi exposto.

Uma correção de redação ajuda a reconhecer em que lugar estão os equívocos argumentativos. Com exercício constante, acostuma-se a dar profundidade ao que é redigido, pois fica mais evidente em que pontos é preciso melhorar.  

Observe os erros:

  1. “A situação habitacional no Brasil está cada vez mais grave” → É preciso esclarecer a causa que levou a situação habitacional a ficar grave.
  2. “vemos vários problemas entre as pessoas com esse problema” → A palavra “problema” é repetida de forma inadequada, o que demonstra carência de vocabulário e redundância, além de não serem dados detalhes sobre o que está sendo esclarecido sobre o que é dito.
  3. “por isso é preciso uma mudança rápida” → Que mudança? E por que rápida?

Com o auxílio de quem é especialista na área, dedicação pessoal, compromisso com a rotina de estudos e foco na meta estabelecida, o vestibulando adquire competências linguísticas capazes de desenvolver um texto que apresente progressão vocabular e saia do patamar de enunciados lançados ao ar que nada tem a declarar sobre o que se deve defender como tese.  

Dissertação argumentativa: imprescindível para a redação Enem 2019

Nas conversas que temos com nosso familiares e amigos há argumentação. Ela está presente no discurso porque o que mais fazemos é tentar convencer o outro, ou um círculo de pessoas a aceitar a nossa ideia. O mesmo deve ser feito em uma dissertação.

O gênero dissertação é aquele em que se expõem dados para comprovar que uma determinada ação dever ser tomada porque ela será útil à maioria. Quando uma produção dissertativa começa a ser colocada em prática, deve-se, antes de tudo, anotar que exemplos demonstrar para defender ou acusar o que é trazido pela proposta para ser discutido.

Se no diálogo, em casa ou em outros ambientes, não é apresentada uma justificativa admissível para que seja realizada uma ação, o auditório – que são os receptores do discurso – não se convencerá de que tal ação seja necessária.  

Logo, quando há a orientação para que se debata por meio da linguagem escrita sobre um tema, espera-se que o autor do texto seja capaz de mostrar o quanto domina sobre o que está sendo dito, expondo um paradigma consistente e detalhado, retirado de outras áreas do conhecimento. Em outras palavras, retomando o tema sobre os rumos da crise habitacional, mostra-se preparado aquele que demonstra repertório de leitura acerca do que é dado.

De tantas referências, vejamos dois exemplos a serem explorados, um deles da Literatura, como o diário “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, cobrado pela Unicamp, em que a autora relata o dia a dia de como era a vida precária na favela na década de 60, situação ainda atual, que não é difícil de se encontrar. Veja o trecho a seguir:

“Aqui nesta favela a gente vê coisa de arrepiar os cabelos. A favela é uma cidade esquisita e o prefeito daqui é o Diabo.”

Carolina Maria de Jesus – Autora de Quarto de Despejo

 

Outro caminho certeiro seria fazer um link com a História, abordando como as favelas e cortiços surgiram. Devido à má gestão no processo de libertação dos escravos somada a uma ideologia de raças em que se acreditava no final do século XIX e que se estendeu pelo XX, homens, mulheres, crianças e idosos sob uma aparência de vida livre, foram marginalizados, deixados à mercê de necessidades básicas, como uma casa para morar.

Em resumo, buscar informações atuais, permitir-se à prática de uma imersão em leituras sobre o processo histórico da formação do país e, também, não deixar de lado as leituras das obras literárias que estão sendo cobradas pelos demais processos seletivos para ingresso no ensino superior é onde está a receita de onde tirar os argumentos para a confecção de uma escrita de sucesso.

Depois, a parte gramatical, vai se aprimorando conforme organização nos estudos, à medida em que mais redações são compostas, sempre se lembrando de que na argumentação dissertativa, nunca é demais escrever sobre um tema a mais. Escolhidos os argumentos, é hora de partir para o texto e mostrar que as leituras realizadas mais os exercícios constantes renderam excelente resultado.

21 de março de 2019 0 Por admin

Por que a Educação Infantil é tão importante nos dias de hoje?

A Inteligência Artificial pode ajudar a as futuras gerações a ter carreiras mais criativas e gratificantes. Mas como o mundo continua a mudar a um ritmo cada vez mais rápido, como podemos preparar melhor a próxima geração para florescer nesta nova economia? Além disso, como podemos fazer isso de forma equitativa?

De acordo com um recente relatório do MEC, a chave é a educação infantil:

“Todas as crianças precisam começar bem, com acesso a educação infantil de alta qualidade. Em um mundo de mudanças tecnológicas baseadas em inteligência artificial, as pessoas com baixos níveis de habilidade básica, como leitura e matemática, correm maior risco de deslocamento. ”

O aprendizado “no berço” realmente afeta a carreira de uma criança? Pesquisas mostram que as experiências da primeira infância têm impactos ao longo da vida. O tamanho do vocabulário em 24 meses prediz o desempenho acadêmico e comportamental no jardim de infância, três anos depois, mesmo após o controle de muitas outras variáveis. As habilidades do jardim de infância passam a predizer o desempenho posterior em leitura e matemática, bem como os resultados da vida, como ganhos aos 27 anos de idade, casa própria e poupança para a aposentadoria.

O que os pais podem fazer para garantir que seu filho comece bem? A comunicação pai-filho é fundamental. Pesquisas mostram que bem antes de uma criança falar, elas estão ouvindo ativamente. Os bebês usam a entrada dos pais para aprender a estrutura elementar da fala e da linguagem, como diferentes fonemas e palavras. Mas pode ser difícil manter a conversa com uma criança que ainda não fala. Para ajudar a manter os pais motivados, campanhas como a “Talking is Teaching” da Fundação Clinton fornecem recursos sobre tópicos de conversas, livros e músicas.

A mídia digital é outra ferramenta promissora. As crianças aprendem melhor em ambientes contingentes que fornecem feedback com base em suas ações. As tecnologias de tela sensível ao toque, diferentemente da TV, são flexíveis o suficiente para fornecer esse tipo de feedback.

Este desenvolvimento nascente é um ganha-ganha. Os pais querem fornecer os melhores recursos de aprendizado e as crianças adoram telas sensíveis ao toque. Pesquisas emergentes mostraram que crianças pequenas podem aprender com experiências touchscreen baseadas em pesquisa. O componente “baseado em pesquisa” é importante – nem toda experiência de tela sensível ao toque fornece uma rica experiência de aprendizado. Por exemplo, usar uma tela sensível ao toque como uma mini-televisão com o YouTube e a Netflix não é melhor que a TV. Em essência, a qualidade é importante. A Academia Americana de Pediatria insta os pais a escolher aplicativos digitais baseados em evidências.

Finalmente, o pré-k de alta qualidade pode ajudar crianças de meios desfavorecidos a recuperar o atraso. Crianças de famílias de baixa condição socioeconômica estão, em média, expostas a 30 milhões de palavras a menos aos 3 anos de idade, quando comparadas com seus pares de renda mais alta. Essas diferenças no ambiente inicial afetam todos os aspectos da aprendizagem. Como afirmado no relatório da Casa Branca:

“Em média, as crianças de famílias pobres pontuam muito abaixo de seus pares de famílias de renda mais alta no início do vocabulário e no desenvolvimento da alfabetização, na matemática infantil e nas habilidades sociais que precisam para se dar bem em suas salas de aula. Estudos indicam que crianças que começam com déficits em habilidades básicas não conseguem alcançar seus colegas em séries posteriores ”.

Toda criança merece uma oportunidade igual. Embora tenhamos feito grandes progressos no aumento da acessibilidade pré-escolar em lugares como a cidade de Nova York, ainda temos um longo caminho pela frente. Os EUA classificam 29 entre 38 países da OCDE no percentual de crianças de 3 e 4 anos matriculadas em programas de educação infantil.

Investir na pré-escola também é bom para a economia. Programas de primeira infância de alta qualidade para crianças carentes têm efeitos benéficos sobre a saúde, o crime, a renda da mãe e a renda futura da criança. O prêmio Nobel James Heckman estima que os benefícios totais rendem uma taxa de retorno de 13,7% ao ano. O importante é que os fatores da primeira infância são preditivos dos resultados da vida. Por meio de programas para a primeira infância, podemos garantir que todas as crianças estejam prontas para ter sucesso na mudança do mercado de trabalho.

A automação com tecnologia AI permitirá que a geração futura alcance novas fronteiras. Em 2016, vimos carros sem motoristas, mercearias movidas a AI e assistentes domésticos inteligentes onipresentes. À medida que mais ocupações intensivas em rotina se tornam automatizadas, novas ocupações se abrirão no local de trabalho. Podemos apenas começar a imaginar as carreiras do futuro, mas sabemos que elas utilizarão o melhor da criatividade humana e da inteligência geral. Com iniciativas de primeira infância de alta qualidade, podemos garantir que todas as crianças possam atingir todo o seu potencial.